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Zika Vírus pode dar inicio a cura do Câncer Cerebral





O vírus da Zika, teve origem na África, e provavelmente chegou ao Brasil durante a Copa do Mundo de 2014. Essa doença causou pânico entre mulheres grávidas, principalmente do Nordeste. O motivo é que causa  microcefalia em fetos, doença em que o cérebro e a cabeça da criança são menores do que deveriam ser.

Mas, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram que ele pode ser um aliado, e pode tornar um medicamento ou tratamento para alguns tipos de câncer do cérebro.

E um experimento realizado pelos pesquisadores da USP em 2017, o Vírus Zika teve sucesso. Os estudos foram realizados utilizando linhagens celulares humanas derivadas de dois tipos de tumores embrionários do sistema nervoso central (SNC). O meduloblastoma e o tumor teratoide rabdoide atípico (AT/RT, na sigla em inglês). São tumores que afetam principalmente crianças com menos de cinco anos.

A experiência:

“Em um terço dos animais testados a doença desapareceu completamente, inclusive as metástases”, revela a geneticista Mayana Zatz, diretora do Centro de Pesquisas em Genoma e Células-tronco (CEGH-CEL), do Instituto de Biociências da USP. “Nos outros dois terços, houve uma redução significativa do tumor.”

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A pesquisadora disse que a ideia de testar o vírus contra o câncer de cérebro surgiu de um fato que deixou os pesquisadores do seu grupo CEGH-CEL intrigados. Durante o surto de 2015, a maioria das mulheres infectadas deu à luz bebês não afetados. De acordo com Mayana, a incidência da síndrome congênita do zika (ZCS), como a doença é conhecida, varia de 6 a 13% – em alguns países até menos.

Também chamou a atenção o fato de que mesmo as mães que tiveram filhos infectados não apresentaram sintomas ou os tiveram muito leves. “Ficou claro que o vírus não era muito prejudicial para as mães, mas tinha uma forte inclinação pelos cérebros em desenvolvimento dos fetos”, diz Mayana. Surgiu a pergunta, então: “isso poderia ser explicado por uma maior suscetibilidade genética em bebês afetados ou por um mecanismo de proteção naqueles que nasceram normais?”.




Como iniciaram a pesquisa

Havia duas maneiras de obter respostas para essa questão. “Uma seria comparar grupos de recém-nascidos não afetados com de afetados, todos confirmados como expostos ao zika vírus durante a gravidez”, diz Mayana. “Na prática, no entanto, seria extremamente difícil realizar um estudo desse tipo. Primeiro, porque seria complicado identificar exatamente quando a infecção ocorreu e também porque teríamos que comparar mães com diferentes origens étnicas e expostas a diferentes condições ambientais. Portanto, decidimos que a melhor abordagem seria focar nos gêmeos.”

Foi levado em conta ainda o fato de que, conforme demonstrado em várias pesquisas anteriores, o vírus da zika tem preferência pelas células do sistema nervoso central (SNC), principalmente pelas células-tronco neurais, que dão origem aos neurônios. Por isso, a infecção do feto diminui consideravelmente o número dessas células, causando problemas como, por exemplo, a microcefalia.

Paralelamente, estudos feitos pelo grupo da USP coordenado por Mayana, sobre tumores do SNC, mostravam que as células desse tipo de câncer têm características semelhantes às das células-tronco neurais, com alta capacidade de se dividir e estão ligadas ao processo de disseminação da doença, ou seja, à metástase. Por isso, os pesquisadores decidiram investigar se o zika.

O Estudo foi realizado em 2017 mas só foi divulgado recentemente no mês de setembro, num artigo científico publicado na revista Cancer Research, da Associação Americana para a Pesquisa do Câncer.

Vamos torcer pra que essa doença tenha realmente um lado bom, e além dos cientistas encontrarem a cura para a mesma, também descubram a cura para o câncer cerebral.

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Fonte: USP e BBC

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